Elogie do jeito Certo
Li, na última semana, o artigo de Marcos Méier, Elogie do jeito certo. Depois de reduzi-lo, mantendo as partes mais importantes, compartilho para sua meditação.
“Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança. O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si. Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa. A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado... justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado. Nossos filhos precisam ouvir frases.
Como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu video game foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real. Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil. Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa”.
Ao final da leitura, tive a confirmação do que já desconfiava. Existe um modo sadio de elogiar, que desenvolve filhos e pessoas tranqüilas, sem medo da avaliação e, certamente, detendo arrogância, que nos faz pensar que somos superiores aos demais.
Sem dúvidas, elogiar pelo esforço é mais saudável do ponto de vista emocional e também do ponto de vista do resultado da ação. Na minha criação, não experimentei o elogio pelo esforço, da parte dos meus pais - meu avô Jonas Ribeiro, entretanto, era craque nisso!
Infelizmente, por um tempo, na criação dos meus filhos, imprimi o elogio, mais em razão de um resultado alcançado que pelo esforço. Hoje tento elogiá-los pelo esforço, respeitando suas limitações – coisa que tento fazer com todos os que me circundam. É... meu caro, afinal a gente tem que aprender com a vida e na vida. Agora você sabe por que Deus não desistiu de você nem de mim. Ele não nos descarta quando não conseguimos acertar o alvo, apesar do esforço.
Revlu
“Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel. Seus livros são encontrados na loja virtual www.kapok.com.br
Este espaço é especial para quem quer sementes para plantar no solo do coração. Não é minha intenção enfocar os frutos, mas,sim, as sementes - o que potencialmente produzirão frutos. O Objetivo é, de forma sintética e resumida, trazer reflexões, frases, citações, etc, que possam inspirá-lo a olhar o horizonte com fé e esperança.
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terça-feira, 12 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
12 Vítimas e 1 Herói
Acredito que um fenômeno emocional atingiu, no dia de ontem, toda a nação brasileira. Nos tornamos uma grande família. Não houve quem não se sentiu pai, mãe, irmão, tio, avô das crianças assassinadas e feridas na escola Municipal em Realengo. Não ficamos somente consternados e sentidos. Na verdade, de alguma forma fomos atingidos. Foi como se estivéssemos perdendo um ente da família.
Quando iniciei este texto, pensei em colocar como título: 12 vítimas, um assassino e um herói. Entretanto, resolvi mudá-lo para: 12 vítimas e um herói. Não vejo razão para incluir na história quem interrompeu friamente 12 histórias. Este Wellington Menezes de Oliveira quis entrar para história cometendo uma atrocidade inimaginável entre Brasileiros. Na minha história ele não entra. Quando destacamos o assassino seu plano, sua habilidade em carregar as armas e executar as crianças, podemos despertar outros “Wellingtons" a querer repetir o mesmo ato crul e covarde, quer seja por baixa estima, desejo de vingança ou patologia mental.
Na minha história tem o destaque devido a dor e as lágrimas de pais desesperados. Na minha história 12 crianças tem nomes. Estes nomes, sim, têm que ficar destacados na história (Falta ainda a identificação do último da lista). São estes as verdadeiras vitimas:
1- Karine Chagas de Oliveira, 14 anos
2- Rafael Pereira da Silva, 14 anos
3- Milena dos Santos Nascimento, 14 anos
4- Mariana Rocha de Souza, 12 anos
5- Larissa dos Santos Atanázio,
6- Bianca Rocha Tavares, 13 anos
7- Luiza Paula da Silveira, 14 anos
8- Laryssa Silva Martins, 13 anos
9- Géssica Guedes Pereira
10- Samira Pires Ribeiro, 13 anos
11- Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos
Escrevi, recentemente no blog, algo sobre a ação covarde e desumana de soldados da PM de Manaus contra uma criança de 14 anos. Disse que eram bandidos fardados.
Neste, episódio do Rio, porém, o herói é um sargento da PM. Trata-se do terceiro sargento PM Márcio Alexandre Alves. Policial militar do Batalhão de Polícia Rodoviária do Rio. Ele e outros PMs participavam de uma operação de rotina de controle de trânsito, quando um menino de 12 anos, ferido no rosto deu o alerta. Foi o sargento que deu de cara com o assassino, armado na escada do segundo para o terceiro andar. Alves atirou. "Ele apontou na minha direção, eu efetuei dois disparos e ele caiu", contou o sargento.
Guarde este nome, Márcio Alexandre Alves.Este sim é meu herói. Não porque matou o bandido, mas, porque, salvou dezenas de crianças.
É por esta e outras razões, que Jesus é meu herói. Ele me salvou da morte.
Rev. Lú
Acredito que um fenômeno emocional atingiu, no dia de ontem, toda a nação brasileira. Nos tornamos uma grande família. Não houve quem não se sentiu pai, mãe, irmão, tio, avô das crianças assassinadas e feridas na escola Municipal em Realengo. Não ficamos somente consternados e sentidos. Na verdade, de alguma forma fomos atingidos. Foi como se estivéssemos perdendo um ente da família.
Quando iniciei este texto, pensei em colocar como título: 12 vítimas, um assassino e um herói. Entretanto, resolvi mudá-lo para: 12 vítimas e um herói. Não vejo razão para incluir na história quem interrompeu friamente 12 histórias. Este Wellington Menezes de Oliveira quis entrar para história cometendo uma atrocidade inimaginável entre Brasileiros. Na minha história ele não entra. Quando destacamos o assassino seu plano, sua habilidade em carregar as armas e executar as crianças, podemos despertar outros “Wellingtons" a querer repetir o mesmo ato crul e covarde, quer seja por baixa estima, desejo de vingança ou patologia mental.
Na minha história tem o destaque devido a dor e as lágrimas de pais desesperados. Na minha história 12 crianças tem nomes. Estes nomes, sim, têm que ficar destacados na história (Falta ainda a identificação do último da lista). São estes as verdadeiras vitimas:
1- Karine Chagas de Oliveira, 14 anos
2- Rafael Pereira da Silva, 14 anos
3- Milena dos Santos Nascimento, 14 anos
4- Mariana Rocha de Souza, 12 anos
5- Larissa dos Santos Atanázio,
6- Bianca Rocha Tavares, 13 anos
7- Luiza Paula da Silveira, 14 anos
8- Laryssa Silva Martins, 13 anos
9- Géssica Guedes Pereira
10- Samira Pires Ribeiro, 13 anos
11- Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos
Escrevi, recentemente no blog, algo sobre a ação covarde e desumana de soldados da PM de Manaus contra uma criança de 14 anos. Disse que eram bandidos fardados.
Neste, episódio do Rio, porém, o herói é um sargento da PM. Trata-se do terceiro sargento PM Márcio Alexandre Alves. Policial militar do Batalhão de Polícia Rodoviária do Rio. Ele e outros PMs participavam de uma operação de rotina de controle de trânsito, quando um menino de 12 anos, ferido no rosto deu o alerta. Foi o sargento que deu de cara com o assassino, armado na escada do segundo para o terceiro andar. Alves atirou. "Ele apontou na minha direção, eu efetuei dois disparos e ele caiu", contou o sargento.
Guarde este nome, Márcio Alexandre Alves.Este sim é meu herói. Não porque matou o bandido, mas, porque, salvou dezenas de crianças.
É por esta e outras razões, que Jesus é meu herói. Ele me salvou da morte.
Rev. Lú
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